Abatem tudo...

Abatem tudo...
"A Câmara da Figueira da Foz vai abater árvores com várias décadas no âmbito da requalificação urbana em curso em Buarcos, mas a iniciativa tem a oposição de cidadãos que admitem tentar impedir o corte agendado para quinta-feira.
Em causa está o abate de 16 árvores - faias, plátanos e outras espécies - localizadas em dois espaços ajardinados em frente à estação dos CTT e do mercado municipal da vila de Buarcos, e que foram recentemente marcadas com cruzes vermelhas.
O corte está agendado para a manhã de quinta-feira, confirmaram fontes da empresa responsável pelos trabalhos.
"Isto é uma sentença de morte. Há árvores que estão aqui há dezenas de anos e, de um momento para o outro, são colocadas cruzes que fazem lembrar outros tempos da História e se sentencia a morte de árvores. As árvores não são coisas que se ponham e tirem de um dia para o outro, demoram dezenas de anos a crescer", disse à agência Lusa Luís Pena, advogado e ativista ambiental."
""Em abril, aquando da poda das árvores, foi-nos garantido pelo senhor vice-presidente [Carlos Monteiro] que não haveria abate de árvores na zona envolvente ao jardim Fernando Traqueia, em Buarcos. Ou mentiu ou desconhece o projeto, mas é revelador do autoritarismo com que a Câmara Municipal trata o espaço público", disse à agência Lusa Ricardo Silva, vereador da autarquia e presidente da concelhia do PSD.
O vereador da oposição disse ainda lamentar que durante a obra de requalificação, que se iniciou em junho, "já tenham sido cortadas dezenas de palmeiras com mais de 30 anos e metrosideros", uma árvore ornamental, nas zonas relvadas junto à marginal fronteira à praia.
"Estas espécies poderiam ter sido transplantadas, algumas já tinham sido transplantadas há 12 anos para aquele local", recordou Ricardo Silva."

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Será que a rua Alto do Viso não pertence à Figueira da Foz!?

Será que a rua Alto do Viso não pertence à Figueira da Foz!?
Será que a rua Alto do Viso não pertence à Figueira da Foz!?
"Quem o pergunta é a nossa leitora D. Isabel, explicando que durante todo este ano – e nem mesmo agora no verão – não passa nesta rua o carro do lixo! Nem sequer durante o Sunset em que os despejos de tudo e mais alguma coisa 'foram-mais-que-muitos'! “-Eu é que tive de varrer as dezenas de garrafas partidas para ninguém se ferir, e varrer o lixo!” 
Mas acrescenta que na rua de baixo (rua de Buarcos) e em contraponto, todos os dias passa um varredor (ler bem: varredor e não vereador!...) ao qual perguntei porque não limpava também aqui na rua de cima. Respondeu-me que não podia pois só tinha autorização para limpar aquela! 
Assim, repete: '-Será que a rua Alto do Viso não pertence à Figueira da Foz!?'"

via: opalhetasnafoz.blogspot.com
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Figueira, és mesmo tu?

Figueira, és mesmo tu?
"Temos assistido nestes últimos tempos a grandes mudanças neste pequeno paraíso à beira mar plantado.
Confesso que tenho alguma mágoa de não ter vivenciado os anos dourados desta cidade, os anos em que milhares de Portugueses, Espanhóis entre tantos outros, contavam os dias para o início da época balnear, para visitarem esta cidade cheia de charme e ofertas turísticas para quem por cá passava.
Estou certo que a Figueira da Foz foi actriz e cenário principal em muitas histórias e recordações para quem a visitou, estando presente no livro de memórias de muitas famílias por este mundo fora. Pena que as gerações futuras e actuais não possam comprovar aquilo que foi um “cenário perfeito” nas histórias dos seus antepassados.
Contudo, e para não divagar muito no tempo, ainda vivi alguns anos de glória da nossa cidade, vi passar por cá o Mundialito de Futebol de Praia, o Rally de Portugal, vi a Avenida 25 de Abril ser invadida pelo trio eléctrico mais brasileiro de Portugal, vi a Figueira da Foz ser manchete em jornais, televisões. Em suma, vi a Figueira da Foz reentrar no mapa, vi os Figueirenses com a auto-estima devolvida, vi a Figueira da Foz ser Figueira da Foz!
Hoje, infelizmente, não reconheço essa Figueira da Foz.
Hoje esta apresenta-se como “Figueira”, esquecendo a Foz, apagando centenas de anos de tradição e nome, como se nos estivéssemos a lançar do ZERO.
Esta ideia choca qualquer Figueirense, choca aqueles que amam a sua terra, só mesmo quem não é de cá ou não ama a sua cidade pode aceitar que a cidade tenha um ano Zero.
Não escondo a mágoa de olhar para o areal e não o reconhecer. Hoje vejo um areal com pretensão a ser floresta, acabando com uma imagem de marca da nossa cidade. O longo e limpo areal que deu origem à famosa “Praia da Claridade” parece ter os dias contados.
Hoje fala-se em PEDUS, ARUS, entre outros nomes que são estranhos para a maioria dos Figueirenses. O nome não faz jus ao perigo que eles nos trazem.
A zona urbana do Concelho vai sofrer a maior descaracterização da sua história, rompendo com o passado.
Só tenho uma questão: será que a Figueira da Foz terá suporte para uma alteração deste género? Só o tempo o dirá.
Temo que muitos jovens que tenham procurado a sua sorte noutras cidades, Países ou Continentes um dia, quando voltarem, olhem ao seu redor e se questionem, Figueira, és mesmo tu?"

via: figueiranahora.com
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